As expectativas, o amor e a vida

No meu último artigo falei do tempo, o medo e a vida, neste irei falar sobre as expectativas, o amor e a vida.

As expectativas são amarras emocionais que vivenciamos em várias situações ao longo da nossa vida.

Os pensamentos e as expectativas negativas, originam sentimentos negativos e de apreensão sobre o que poderá suceder. Os pensamentos e as expectativas positivas originam sentimentos positivos, de esperança e de confiança sobre o que vai acontecer.

Quando eramos pequenos criávamos expectativas pela chegada do Natal e pelo que iriamos receber.

Na adolescência, as emoções estão à flor da pele e criamos expectativas de tudo e de nada. Quando a paixão cresce, a expectativa de sermos correspondidos cresce do mesmo modo. Na fase adulta, espera-se que o outro faça o que deve ser feito de acordo com a nossa percepção do certo e do errado, que ame do mesmo jeito que nós entendemos que temos de ser amados.

No entanto, se o outro não faz nada disso, conduz-nos a profundas decepções. No modo geral, as pessoas tem muitas dificuldades de lidar com as frustrações e decepções e usam o próximo recurso que é julgar o outro e rotular.

É pertinente destacar a necessidade de controle das emoções e para as controlar é preciso conhece-las.

Podemos reconhecer aquilo que estamos a sentir, refletido e questionando qual a sua intensidade e as suas razões. Ao sabermos aquilo que queremos e o que sentimos, sendo sinceros em relação as nossas emoções iremos gerir as emoções de uma maneira criativa sabendo quando nos devemos reservar e quando podemos expressar livremente os nossos sentimentos.   

A compreensão das emoções são o movimento da vida nas decisões, alertando quanto aos limites, promovendo a  comunicação e unindo as pessoas mesmo que haja diferenças, as emoções  são universais.

A descoberta e o reconhecimento de um grão de verdade numa intuição e mesmo numa emoção pode ter um efeito clarificador.

O amor é a  aceitação tanto de  nós próprios como dos outros. Sem amor próprio, o ser procura constantemente a aceitação de outros para se validar.

O  viver sob a aceitação dos outros limita a nossa vida e por vezes destrói-a.

Os outros são suplementos complementares a nossa existência e vivência mas não são a nossa vivência ou existência.

 

A ligação entre sentimentos das pessoas e as suas  ações e a  ligação entre as ações de uma pessoa e os sentimentos de uma outra. As nossas  ações  podem provocar sentimentos ou mesmo expectativas nas pessoas a nossa volta, e por outro lado estes sentimentos podem provocar  ações da sua parte que irão provocar novos sentimentos em nós, tudo isto num ciclo que se repete, e  pode ser positivo ou negativo.

Eu sei, não é fácil, são muitas cartadas a sair do baralho mas uma coisa é certa, se tivermos consciência destes factores tão existentes nas nossas vida e com isso sabermos que por vezes reagir pode significar estar quieto, livramonos de muitas situações desagradáveis. Sendo consciente dos sentimentos, controlando emoções e refletindo na nossa ação perante tudo, conseguiremos ser mais conscientes dos nossos atos mas também mais organizados mentalmente e essencialmente definindo o que queremos na nossa vida ou não.

Arrume o seu sótão,espere menos dos outros, tente controlar as expectativas e deixe a vida o/a surpreender. Sintase feliz por si e para si.

 

©Sandra Faria

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